A fotografia para mim é um espaço imaginário onde posso me lançar em um abismo de incertezas, em uma vastidão de possibilidades, se eu trabalhar bastante e me permitir ser olhada pelas imagens
posso (re)descobrir minha sensibilidade subjetiva e esta (re)descoberta é solitária.
Sentir-me só no processo de criação é palpar o meu íntimo, eu sou sincera comigo mesma, não quero um outro dizendo quem sou, quero um outro explorando possibilidades de ser, nada definido, é um auto-retrato de quem faz ou de quem vê?
Depois da obra pronta, a angústia e a necessidade latente voltarão, a imagem será uma imagem e no meu corpo repercutirá a vontade de me lançar de novo ao abismo.
domingo, 6 de abril de 2008
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Um comentário:
Sensibilidade pura! Muito bonito!
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